Bem Vindo!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

AOS PROFESSORES DE LÍNGUAS...

SINTAXE: EXPLORANDO A ESTRUTURA DA SENTENÇA
Por: Prof.Esp. Cristina Genésio Vieira

Sabendo que a linguagem é uma capacidade inata dos seres humanos, podemos levar em consideração que nós temos a capacidade de sabermos como se estruturam os itens lexicais de uma língua natural. Essa capacidade nos permite agrupar itens lexicais de acordo com conceitos gramaticais que os fazem compartilhar e diferenciar um nome de um verbo, por exemplo. Além disso, essa nossa competência linguística, nos permite perceber que a estrutura da sentença de nossa língua materna há seqüência linear de itens lexicais, onde é uma combinação estrutural dos itens lexicais com o objetivo de formar uma sentença, assim seguindo uma ordem hierárquica.
Essa estrutura hierárquica de constituintes para formação de sentença é comprovada por evidências sintáticas atentando para as possibilidades de distribuição dos constituintes em diversas posições na sentença. Assim há: a) Topicalização que é a alocação inicial dos vários constituintes de uma sentença.(ex: Joana vai iniciar sua dieta semana que vem. / Semana que vem, Joana vai iniciar sua dieta. / Sua dieta, Joana vai iniciar emana que vem., b) Clivagem, é a deslocação dos constituintes da sentença, seja inicial ou não (ex: É a Paula que vai viajar para Londres semana que vem. / É semana que vem que a Paula vai viajar para Londres. / É para Londres que Paula vai viajar semana que vem / É viajar para Londres que Paula vai semana que vem.), c) Pronominalização, é substituir um constituinte nominal por um pronome (ex: Maria vai à loja. / Ela vai à loja.).
Os movimentos evidenciam o fato de que a sentença é estruturada em constituintes, precisamente porque não é possível deslocarem-se partes de constituintes, nem sequências que não formem um constituinte. E importante observar que até em respostas curtas, só constituintes servem como fragmentos de sentença à essas respostas.
Fiorin ainda relata sobre a ambigüidade. Para ele, ela só acontece em uma sentença pela possibilidade de apresentar diferentes estruturas sintáticas. Construções que movem ou substituem constituintes revelam possibilidades de significados inequívocos, evidenciando o caráter estritamente sintático da ambigüidade da sentença.
O autor ainda relata sobre predicados e argumento, levando em conta que a língua natural é uma expressão do pensamento. Dessa forma, podem-se caracterizar com argumentos do predicado os elementos que satisfazem as exigências de combinação dos predicados e que desempenham papeis específicos determinados por ele. Os predicados podem ser verbos, nomes, preposições, adjetivos e advérbios, que nesse caso, determinam o número de participantes da situação que expressam, as características que esses participantes devem ter e o papel que cada um deles desempenha na situação. É importante enfatize que a noção de predicado que estamos usando não corresponde exatamente à noção de predicado de que faz uso a gramática tradicional. Predicados aqui são itens capazes de impor condições sobre os elementos que com eles compõem o constituinte do qual são núcleos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário