Bem Vindo!

domingo, 30 de maio de 2010

BEIJA-FLOR

Carlos era um garoto estudioso. Seu problema era a falta de paciência.

Se ele estivesse fazendo a lição de casa e algo saísse errado, logo se irritava. Jogava longe o caderno, a régua, o lápis e desistia do trabalho.

A atitude preocupava seus pais. Os conselhos eram reprisados todos os dias. Sem nenhum efeito.

Uma manhã, ao abrir a janela do seu quarto, Carlos viu um beija-flor sobrevoando o jardim.

Debruçou-se na janela e ficou observando. O lindo pássaro, de penas verdes e azuis, batia rapidamente as asas, parava diante de uma flor.

Depois descia até o chão, pegava um raminho e subia até o galho de um pinheiro.

Tornava a descer e subir, sempre carregando um raminho no bico.

A cena deixou Carlos extasiado. Chamou o pai, a mãe, o irmão. Todos ficaram longo tempo olhando o trabalho contínuo do beija-flor que logo teve ajuda da sua companheira.

O encantamento era geral.

Naquela noite, houve uma violenta tempestade. Ventos fortes. Chuva.

Pela manhã, o ninho estava no chão. Carlos ficou olhando triste. Tanto trabalho por nada.

Logo o sol saiu. Os ramos começaram a secar. A natureza tornou a sorrir maravilhas.

O casal de beija-flores se apresentou no jardim e recomeçou a tarefa. Raminho após raminho foi sendo levado. A construção do novo ninho demorou alguns dias. Tinha a forma de uma concha bem funda.

A fêmea se acomodou e botou dois ovinhos.

Carlos passou a visitar o ninho. Se a fêmea se afastava, ele ia dar uma espiadela.

Numa bela tarde, que surpresa! Os filhotinhos haviam nascido. Já estavam com os biquinhos abertos, esperando que a mamãe beija-flor colocasse o alimento.

Nessa hora, o pai de Carlos aproveitou para falar:

Você já imaginou, meu filho, se no dia daquela tempestade, quando o ninho caiu, os beija-flores tivessem desistido?

O exemplo deles é de persistência e paciência. Procure reforçar essas qualidades dentro de você.

Se você desistir, na primeira dificuldade, perderá a chance de realizar coisas maravilhosas. Pense nisso.

* * *

Existem muitos animais que dão ao homem excelentes lições. Assim é a abelha com sua disciplina, a aranha com sua perseverança, a pomba com sua mensagem de paz, os pelicanos com seu exemplo de fidelidade.

As aves estão presentes na literatura desde épocas remotas. Elas figuram na Bíblia, nas obras de autores clássicos da Grécia e de Roma, em fábulas e histórias famosas.
(Autor desconhecido)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

PROJETO DE FILME: O DIA DEPOIS DE AMANHÃ


(Profª Esp. Cristina Genésio Vieira)

Movie Project: The day after tomorrow (2010)

Tópicos gerais: Mudanças climaticas ao redor do mundo
General topic: Climate changes around the world.
Subtópicos: Clima, problemas ambientais, estações, sobrevivência.
Subtopics: Weather; environmental problems; seasons; survival.
Objetivos gerais: Conduzir os alunos a uma reflexão sobre os problemas ambientais e descrever condições climáticas.
General aim: Lead students to think and discuss about environmental problems and describe weather conditions.

PLOT
A climatologist tries to figure out a way to save the world from abrupt global warming. He must get to his young son in New York, which is being taken over by a new ice age.
This movie shows special-effects related to what the world would look like if the greenhouse effect and global warming continued at such levels that they resulted in worldwide catastrophe and disaster, including multiple hurricanes, tornadoes, tidal waves, floods and the beginning of the next Ice Age. At the center of the story is a paleoclimatologist (a scientist who studies the ways weather patterns changed in the past), Professor Jack Hall (Quaid), who tries to save the world from the effects of global warming while also trying to get to his son, Sam (Gyllenhaal), who was in New York City as part of a scholastic competition, when the city was overwhelmed by the chilling beginnings of the new Ice Age. In addition to all of the other challenges Dr. Hall faces, he's also going against the flow as humanity races south to warmer climes, and he's nearly the only one going north.

GENRE Genero
Action / Adventure / Drama
Runtime: 124 min.
Country: The USA

MAIN CHARACTERS: Personagens principais

Dennis Quaid
Jack Hall
Jake Gyllenhaal
Sam Hall
Emmy Rossum
Laura Chapman
Dash Mihok
Jason Evans
Jay O. Sanders
Frank Harris
Sela Ward
Dr. Lucy Hall
Ian Holm
Terry Rapson
Kenneth Welsh
Vice President Becker

Before watching (Antes de assistir)

T plays a hangman with the word ENVIRONMENT and asks Ss to talk about their thoughts related to this word (Brainstorm). O professor faz uma forca com a palavra meio ambiente e os alunos falam palavras relacionadas ao tópico.

*Forest *River *Trees *Air *Mountains *Pollution
T elicits some information about the environment. O professor elicita algumas informações sobre o meio ambiente.

• Do you care about the environment? Você se preocupa com o meio ambiente?
• Why is it important? Por que isso é importante?
• Are people taking care of it? As pessoas estão cuidando dele?
• What are the consequences? Quais são as consequencias?

T gets the feedback from Ss discussion and writes new words on the board related to Ss answers.
O professor comenta as resposta dos alunos e escreve novas palavras relacionadas ao assunto. T asks Ss how green are they and gives them a handout about it. Ss discuss and answer the quiz.
Os alunos respondem a um Quizz sobre o quão ambientalista eles são.
T shows Ss some pictures related to Environmental problems and works on pronunciation.
O professor mostra algumas figuras sobre problemas ambientais e trabalha a pronúncia.

• Global warming Aquecimento global
• Greenhouse effect Efeito estufa
• Hurricanes Furacões
• Tornadoes Tonados
• Floods enchentes
• Tidal waves maremotos
• Snowstorm Tempestade de neve
• Climate changes. Mudanças climáticas
(T gives Ss a handout related to the new vocabulary presented.)

T leads Ss to talk about environmental problems around the word and tells them they are going to watch a movie related to that topic.
O professor propicia uma discussão sobre problemas ambientais ao redor do mundo e sdiz aos alunos que eles irão assistir a um filme relacionado ao assunto.

While watching (Durante o filme)

T stops the movie on the international conference scene and asks Ss to answer the following question:
O professor para o filme na cena da conferencia internacional e pede aos alunos para responderem as seguintes perguntas:
• What is the conference about? Sobre o que é a conferencia?
• Where are the people? (Country) Em qual país eles estão?
• What’s the weather like? Como está o clima?
• What do the scientists explain? O que os cientistas explicam?
• What does the vice president say about the scientist’s opinion? O que o vice-presidente fala sobre a opinião dos cientistas?

T stops the movie whenever it’s necessary in order to explain or discuss some important aspects presented.

O professor para o filme sempre que for necessário para explicar ou discutir aspectos importantes apresentados.

O professor para o filme durante as cenas de catástrofes naturais para perguntar onde as pessoas estão (WHERE ARE THEY FROM?) e com está o clima (WHAT’S THE WEATHER LIKE?).

AOS PROFESSORES DE LÍNGUAS...

SINTAXE: EXPLORANDO A ESTRUTURA DA SENTENÇA
Por: Prof.Esp. Cristina Genésio Vieira

Sabendo que a linguagem é uma capacidade inata dos seres humanos, podemos levar em consideração que nós temos a capacidade de sabermos como se estruturam os itens lexicais de uma língua natural. Essa capacidade nos permite agrupar itens lexicais de acordo com conceitos gramaticais que os fazem compartilhar e diferenciar um nome de um verbo, por exemplo. Além disso, essa nossa competência linguística, nos permite perceber que a estrutura da sentença de nossa língua materna há seqüência linear de itens lexicais, onde é uma combinação estrutural dos itens lexicais com o objetivo de formar uma sentença, assim seguindo uma ordem hierárquica.
Essa estrutura hierárquica de constituintes para formação de sentença é comprovada por evidências sintáticas atentando para as possibilidades de distribuição dos constituintes em diversas posições na sentença. Assim há: a) Topicalização que é a alocação inicial dos vários constituintes de uma sentença.(ex: Joana vai iniciar sua dieta semana que vem. / Semana que vem, Joana vai iniciar sua dieta. / Sua dieta, Joana vai iniciar emana que vem., b) Clivagem, é a deslocação dos constituintes da sentença, seja inicial ou não (ex: É a Paula que vai viajar para Londres semana que vem. / É semana que vem que a Paula vai viajar para Londres. / É para Londres que Paula vai viajar semana que vem / É viajar para Londres que Paula vai semana que vem.), c) Pronominalização, é substituir um constituinte nominal por um pronome (ex: Maria vai à loja. / Ela vai à loja.).
Os movimentos evidenciam o fato de que a sentença é estruturada em constituintes, precisamente porque não é possível deslocarem-se partes de constituintes, nem sequências que não formem um constituinte. E importante observar que até em respostas curtas, só constituintes servem como fragmentos de sentença à essas respostas.
Fiorin ainda relata sobre a ambigüidade. Para ele, ela só acontece em uma sentença pela possibilidade de apresentar diferentes estruturas sintáticas. Construções que movem ou substituem constituintes revelam possibilidades de significados inequívocos, evidenciando o caráter estritamente sintático da ambigüidade da sentença.
O autor ainda relata sobre predicados e argumento, levando em conta que a língua natural é uma expressão do pensamento. Dessa forma, podem-se caracterizar com argumentos do predicado os elementos que satisfazem as exigências de combinação dos predicados e que desempenham papeis específicos determinados por ele. Os predicados podem ser verbos, nomes, preposições, adjetivos e advérbios, que nesse caso, determinam o número de participantes da situação que expressam, as características que esses participantes devem ter e o papel que cada um deles desempenha na situação. É importante enfatize que a noção de predicado que estamos usando não corresponde exatamente à noção de predicado de que faz uso a gramática tradicional. Predicados aqui são itens capazes de impor condições sobre os elementos que com eles compõem o constituinte do qual são núcleos.

sábado, 10 de abril de 2010

GEOGRAFIZANDO FOTOGRAFIAS: ELEMENTOS PARA O TRABALHO COM O CONCEITO DE PAISAGEM

SOUZA, Weyber Rodrigues
Graduado em Geografia pela PUC-GO
Contato: weyberucg@yahoo.com.br



*Com a finalidade de oferecer aos profissionais da educação e demais interessados instrumentos metodológicos para ilustrarem suas aulas, estou disponibilizando algumas fotografias de paisagens goianas, de minha autoria, que foram fotografadas em um trabalho de campo elaborado em parceria com a Universidade Católica de Goiás, no ano de 2008.

**As fotografias são resultados de um estudo de caso realizado no Parque Municipal Serra das Areias, no município de Aparecida de Goiânia-Go.


























GEOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL: ENSINANDO A PENSAR SOBRE O CONSUMISMO



SOUZA, Weyber Rodrigues
Graduado em Geografia pela PUC-GO
weyberucg@yahoo.com.br

*Resumo expandido originalmente publicado no V FÓRUM NEPEG realizado na cidade de Caldas Novas, no ano de 2010.




INTRODUÇÃO


Este trabalho tem por finalidade apresentar uma atividade de ensino sobre o tema consumismo, desenvolvida com alunos do 8º ano do Ensino Fundamental da rede particular e pública de Goiânia-Go. Com o objetivo de dar maiores significados ao que se ensina em sala de aula, o referido trabalho busca explicitar as minhas práticas de ensino em Geografia e demonstrar como considerar o aluno um sujeito ativo no processo de ensino e aprendizagem de maior significado social.

Sabe-se que a Geografia está inserida no nosso dia-a-dia, e que direcionada para a sala de aula, através da realidade do aluno, pode e deve auxiliar na formação de um cidadão crítico que a escola busca formar. Para isso, o ensino de Geografia deve enriquecer as estruturas de pensamento dos alunos de modo que eles possam optar, no futuro, por soluções mais eficazes em relação ao mundo, ao mundo da vida, da transformação das paisagens, da produção e reprodução dos espaços, pois esse exercício é “fundamental para que todos nós, que vivemos em sociedade, possamos exercitar nossa cidadania” (Callai: 2005, p.228).

Ao iniciar minhas práticas de ensino em Geografia no Ensino Fundamental da rede particular e estadual de Goiânia-Go, decorreu a oportunidade de trabalhar com o tema consumismo. A partir daí, baseado em autores renomados da ciência geográfica, como Cavalcanti (2002), Callai (2005), Castrogiovanni (2000) e Kaercher (2000), desenvolvi uma atividade para o ensino sobre o tema referido, que considero bastante relevante no sentido de oferecer maiores significados ao que se ensina em sala de aula. Para tanto, este trabalho tem por objetivo apresentar uma atividade de ensino de Geografia sobre o consumismo, que pode ser utilizada tanto por professores do Ensino Fundamental da 2ª fase, como por aqueles que se interessam pela temática apresentada.


MATERIAL E MÉTODOS


Para a realização da referida atividade, um primeiro passo foi analisar as obras que tratam de propostas de ensino no âmbito da Geografia, a saber, Cavalcanti (2002) em seu livro Geografia e práticas de ensino, onde apresenta referências pedagógico-didáticas para a Geografia escolar; Callai (2002) em seu texto Estudar o lugar para compreender o mundo, ao qual apresenta contribuições significativas para a compreensão do conceito de Lugar e suas múltiplas facetas; Callai (2005) no texto Aprendendo a ler o mundo: A geografia nos anos iniciais do ensino fundamental, publicado no Caderno CEDES, que retrata a importância de se aprender geografia nas séries iniciais do Ensino Fundamental; Castrogiovanni (2000) em Apreensão e compreensão do espaço geográfico, texto que procura referenciar professores de Geografia em suas práticas de ensino nas séries iniciais do Ensino Fundamental no que diz respeito à alfabetização cartográfica; Kaercher (2000) O gato comeu a geografia crítica? Alguns obstáculos a superar no ensino-aprendizagem de geografia, texto que enfatiza a questão da Geografia crítica em sala de aula; e, por fim, Pietrocolla (1986) O que todo mundo precisa saber sobre sociedade de consumo, livro que critica com veemência a sociedade de consumo desde a sua formação até a estruturação a qual conhecemos.

A partir desse referencial e do plano de aula elaborado para os alunos do 8º ano do Ensino Fundamental, escolhi diversas embalagens de produtos utilizados por eles e produtos que estavam sendo veiculados na mídia, como embalagens de brinquedos, perfumes, CDs, DVDs, celulares, aparelhos de MP3, álbuns de figurinhas, dentre outros, bem como fotografias que demonstrassem os resultados oriundos da fabricação e do descarte dessas mercadorias. Após escolher as embalagens dos produtos, atribuí valores a eles e criei mini-cartões com valores diferenciados de salários obtidos com supostas funções de trabalho.

Já em sala de aula, o próximo passo foi organizar os produtos na mesa, formando uma mini-loja. Depois distribui os mini-cartões com supostos salários entre os alunos. No passo seguinte, deixei-os à vontade para “comprarem”. Após as compras o próximo passo foi o de orientá-los, conscientizá-los e questioná-los sobre as mercadorias supérfluas e as necessidades de cada pessoa. Feito isso, iniciei a leitura de imagens com as fotografias escolhidas, cujos objetivos eram os de colocar os alunos a pensarem sobre: o consumismo e a destruição das paisagens naturais; a produção de novos espaços para o consumo; os excluídos do processo capitalista; a influência das propagandas para o consumo de mercadorias supérfluas; e a Globalização dos produtos.

Aproveitei a oportunidade para se trabalhar com a leitura e a interpretação de mapas e gráficos. Ao passo que se realizava a leitura das fotografias, apresentava aos alunos mapas e gráficos que tratavam sobre o consumo no mundo, a destruição de paisagens naturais e a instalação de empresas transnacionais, para que realizassem a leitura e a interpretação das informações apresentadas nos mapas e gráficos.


RESULTADOS E DISCUSSÃO


Ensinar a pensar sobre o consumismo, é de fundamental importância para a vida de professores e alunos comprometidos com a formação que possibilite o exercício da cidadania participativa e crítica. Com efeito, os conhecimentos transmitidos por meio da Geografia escolar, em particular no que diz respeito ao estudo do espaço geográfico numa articulação entre o Local e o Mundial, são indispensáveis à formação de indivíduos participantes da vida social à medida que propiciam o entendimento do espaço geográfico e do papel desses espaços nas práticas sociais.

Diante dessa realidade, em relação ao desenvolvimento da atividade sobre o consumismo, os resultados obtidos foram bastante significativos, pois despertaram maiores interesses por parte dos alunos nas aulas de Geografia, abriram possibilidades para que eles, os alunos, sejam capazes de construírem conhecimentos sobre a realidade em que vivem e atuarem de forma mais consciente na promoção da Cidadania. Ao professor cabe a tarefa de buscar alternativas metodológicas capazes de contribuir para essa façanha e sempre orientar seus alunos a lutar pela organização de uma sociedade mais justa e democrática.

Palavras-chave: Práticas de ensino, Ensino de Geografia, Consumismo


REFERÊNCIAS


CALLAI, Helena Copetti. Estudar o lugar para compreender o mundo. IN: CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.). Ensino de Geografia: Práticas e textualizações no cotidiano. Porto Alegre: Mediação, 2000.

_________. Aprendendo a ler o mundo: A geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Cad. Cedes, Campinas, Vol. 25, n. 66, p. 227-247, maio/agosto 2005. Disponível em .

CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos. Apreensão e compreensão do espaço geográfico. IN: CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.). Ensino de Geografia: Práticas e textualizações no cotidiano. Porto Alegre: Mediação, 2000.

CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002.

KAERCHER, Nestor André. O gato comeu a geografia crítica? Alguns obstáculos a superar no ensino-aprendizagem de geografia. IN: PONTUSCHKA, Nídia Nacib & OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. (Org.). Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. São Paulo: Contexto, 2002.

PIETROCOLLA, Luci Gati. O que todo cidadão precisa saber sobre sociedade de consumo. São Paulo: Global, 1986.

domingo, 31 de janeiro de 2010

SER ESTUDANTE...



Se quiseres ser um verdadeiro estudante
Não aprenda só o superficial,
Pois o difícil pode se tornar barreira vencida.
Para aquele cujo momento chegou agora, nunca é tarde demais!
Aprender o ABC não basta, mas aprenda-o.
Procura na escola o que deseja para tua vida,
Pois ela te recolherá, orientará, dirigirá.
Confia nos teus mestres: eles não te decepcionarão.
Se não tens teto, cobre-te de saber,
De vontade, de garra.
Se tens frio, se tens fome,
Agarra-te ao livro: ele é uma boa arma para lutar.
Se te faltar coragem,
Não tenha vergonha de pedir ajuda.
Certamente haverá alguém para te estender a mão.
Sê leal, fraterno, amigo, forte!
Nunca te deixes ser fraco, desleal, covarde.
Pois tu, jovem estudante,
tens que assumir o comando do teu país.
Respeita para ser respeito.
Valoriza para ser valorizado.
Espalha amor para seres amado.
Não tenhas medo de fazer perguntas:
toda a resposta terá sentido.
Não te deixes influenciar por pensamentos alheios ou palavras bonitas.
Tenha a tua própria linguagem (aperfeiçoa-te).
Quando te deparares com a injustiça, a impunidade, a corrupção,
a falta de limites, o abuso de poder,
Pensa na existência de tudo o que te cerca.
Busca o teu ideal e lembra: um valor não se impõe, se constrói.
Não faça do teu colega, uma escada para subir.
Isto é imoral e a imoralidade não faz parte da tua lição.
(ProfªCristina,2010)

AOS MESTRES COM CARINHO

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

III SEMINÁRIO DE MÍDIAS NA ESCOLA - CALDAS NOVAS


PROJETO RADIO NA ESCOLA

Público - alvo: Alunos do Ensino Fundamental e Médio
Justificativa:
Cada dia mais os meios comunicação se incorporam, indistintamente, ao cotidiano de todas as camadas sociais da população. Fotos exibidas em painéis e revistas, cenas de novelas, noticiários televisivos ou radiofônicos, programas de auditório, propagandas, clipes e ritmos musicais não nos passam despercebidos. Muito pelo contrário: são tão absorvidos, que, além de nos ocuparem por horas, acabam, ainda, por virar temas de muitas de nossas conversas diárias. Somos uma multidão de mulheres, homens, jovens e idosos, que em nossas casas, locais de trabalho, escolas ou rodas de amigos, mostramos interesse por saber detalhes da vida pessoal dos astros, discordamos entre nós sobre atitudes ou pronunciamento emitido por eles... Não raras são as vezes que os tomamos como parâmetro de comportamento, gosto e valores. Em grau maior ou menor, gostamos de parecer com eles, de pensar como eles (não nos esqueçamos de que também os apresentadores e comentaristas de noticiários "fazem nossas cabeças"!... )
Seria essa uma atitude própria somente dos pobres e incultos? Engano. Profissionais da educação se relacionam intimamente com os meios de comunicação, tanto quanto os alunos, apenas não demonstram. Grande maioria deles faz de conta que não vê televisão, que não compra revistas populares, que não ouve as mesmas emissoras que tocam sempre o mesmo tipo de música, que não "navega" por sites da internet com a mesma curiosidade e malícia de todo cidadão comum...São unânimes ao afirmar, por exemplo, que televisão é prejudicial para o desenvolvimento saudável das crianças...
E por que isso acontece? Quais motivos justificam o fazer de conta de que são tão diferentes das outras pessoas? Porque, entre tantos outros fatores, foram formados num modelo de educação que apenas privilegiava uma linguagem - a erudita, chamada livresca.
Depois, seus cursos de formação para o magistério lhes ensinou dar aula segundo o mesmo princípio. Tudo o que fugisse dele, deveria ser considerado de pouco valor, desprestigiado e mantido fora do espaço escolar. Dá para começar a entender, então, porque esses tantos sentem vergonha - principalmente diante de discípulos ou gente que julga de elite - de admitir que se entretêm com algo que vai além da leitura de bons livros ou idas a teatro!
E por que isso merece destaque? Que problema se levantam, a partir dessa constatação?
Vários. Primeiro que estão mantendo uma farsa (esta sim, prejudicial para o desenvolvimento sadio das crianças e jovens!); demonstram estar em desacordo (o que é muito grave!) com os postulados da educação nacional que se atribui o papel de, em sintonia com a atualidade, promover um ensino vivo, significativo, que possibilite a formação de pessoas esclarecidas, atuantes; revelam desconhecer que é impossível formar para a cidadania sem educar para a comunicação, para a compreensão dos eficazes mecanismos de funcionamento das mídias.
Porém, felizmente, podemos afirmar que mudanças já estão acontecendo. De um lado, a própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira - refletindo, até certo ponto, o pensamento de grandes pensadores nacionais - declara que uma escola competente é aquela que promove o conhecimento das várias linguagens que norteiam a era da informação. É uma escola que se interessa por formar pessoas que compreendam e dominem os sistemas de produção de informação e, conseqüentemente, estejam melhor preparadas para atuarem de forma mais responsável com a vida em sociedade. De outro, o Ministério da Educação reconhece o surgimento de um novo campo - o da Educomunicação - e o de um novo profissional - o Educomunicador - que atua na formação de ecossistemas comunicacionais, promotores do bom uso das mídias.
Uma escola cidadã sabe, por conseqüência, que educação resulta de investimento permanente na formação de seu quadro profissional. Reconhece, por conseguinte, que os resultados esperados não são imediatos, afinal, está reformulando uma pedagogia sedimentada durante décadas...
OBJETIVOS:
· Fazer do rádio um instrumento para a consolidação de escolas realmente cidadãs;
· Contribuir para a compreensão de que o rádio é um veículo de comunicação eficiente para tornar público o trabalho educacional efetivamente realizado em cada unidade escolar;
· Investir na formação de repórteres mirins (alunos do 1º ciclo do Ensino Fundamental) para que consigam comunicar em linguagem mais acessível assuntos ligados à cultura, saúde, educação e política.
· Evidenciar através dos programas produzidos e apresentados por alunos e professores a interdisciplinaridade inerente ao Projeto;
· Desenvolver habilidades e tendências comunicacionais dos participantes;
· Assessorar os profissionais envolvidos no projeto para que se utilizem do rádio como um instrumento eficaz de ensino;
· Reconhecer crianças e adolescentes como produtores de cultura, integrando-os aos meios de comunicação, em geral ocupados por adultos;
· Exercitar a comunicação oral, aperfeiçoando a objetividade e clareza de exposição do pensamento;
· Favorecer a convivência e trabalho em grupo, respeitando diferenças, níveis de conhecimento e ritmos de aprendizagem de cada integrante da equipe.
PROCEDIMENTOS:
Desde o início, pretendemos adotar a OFICINA como forma de trabalho. Já no primeiro dia de encontro, os participantes elaboram, produzem e apresentam um programa de rádio.

SE NÃO CONSEGUIU REALIZAR SEUS SONHOS, TENTE OUTRA VEZ.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Um dos nossos projetos premiados

PROJETO ÁGUA


ESCOLA ESTADUAL ANTÔNIO ALVES FORTES
Como surgiu a idéia:
A idéia surgiu a partir do momento em que foi discutido em sala de aula o tema água e "Aquecimento Global". Ao sábado, reuniram todos os funcionários a Escola Estadual Antônio Alves Fortes representantes de pais e amigos da escola, foi sugerido por uma professora que elaborássemos um projeto sobre o Meio Ambiente com o tema Água. No bairro, há uma mata ciliar, foi sugerido, que a escola se empenhasse em trabalhar com os educandos a conservação da mesma.

Atividades desenvolvidas:
Durante duas semanas, a escola se mobilizou trabalhando suas aulas de forma interdisciplinar com produções de textos, fórmulas, medição, pesquisas, entre outros, tudo referente à Água. Enviamos à Prefeitura da Cidade de Aparecida de Goiânia, um ofício pedindo a doação de mudas e, logo a prefeitura nos atendeu com a doação de quarenta e cinco mudas de plantas do cerrado. Apesar de ser uma escola pequena, esta Unidade Escolar é aberta aos sábados, para a realização de projetos que envolvam a comunidade escolar e local. No fechamento do projeto, foram ministradas palestras e houve apresentação de vídeo referente ao tema preservação da água. Em seguida, foram distribuídas mudas aos alunos, que saíram em passeata com os funcionários e amigos da escola pelo bairro, para a conscientização da comunidade em conservar a nascente local. Alguns alunos à frente da passeata, carregaram uma faixa com a frase "Sem água não podemos Sobreviver". Ao chegarem à mata ciliar, os alunos fizeram o plantio e retornaram à escola para plantarem árvores frutíferas na própria Unidade Escolar.

Resultados de aprendizagem e sociais alcançado:

Após a realização do projeto, observam-se alunos mais conscientes de que, se não economizarmos água, poderemos chegar ao caos. De acordo com depoimentos dos próprios educandos, até pra casa eles levaram essa conscientização, onde conversaram com a família sobre o assunto. Quanto à comunidade local, há uma família que mora próxima à nascente, e que se empenha em cuidar das mudas ali plantadas por nossos educandos.

Premiação:
O maior reconhecimento da realização de um Projeto tão importante, é seu resultado satisfatório. A ESCOLA ESTADUAL ANTÔNIO ALVES FORTES, pela a realização deste projeto, foi premiada, pela 4ª vez com o selo Escola Solidária, do Instituto Faça Parte.

Água


PODEMOS CHEGAR À ESCASSEZ
Pense no maior rio do mundo, o Amazonas, depois imagine as quedas d’água com os maiores fluxos de água do planeta como Guairá que encobre o lado de Itaipu, ou a queda de Paulo Afonso no rio São Francisco, temos também o Urubupungá no Rio Paraná e os lagos como a Lagoa dos Patos. Agora imagine tudo isso poluído, como será que iremos viver?

Nós, seres humanos, somos compostos de 70% de líquido e a água pura é um dos mais importantes fatores para a conservação da saúde, prevenção das doenças e proteção do organismo contra o envelhecimento.

Cerca de 10 milhões de pessoas morrem anualmente de doenças transmitidas pela água, ou seja, quanto mais lixo é jogado nos rios, açudes, córregos, pior será. Além disso, todos os anos 1,5 milhões de pessoas morrem por falta de água, 90% das quais crianças com menos de 5 anos de idade. Se as pessoas não se conscientizarem sobre a preservação da água em muito em breve, a falta de água será motivo de inúmeros conflitos e guerras entre paises.

O controle da qualidade é uma medida que visa principalmente garantir a saúde da população e deve ser exercida nos meios urbanos e rurais.Sendo assim, a expressão Saneamento Básico é reconhecida no Brasil, no estágio atual, como parte do saneamento do meio que trata de problemas de abastecimento de água, coleta e disposição dos esgotos sanitários, incluindo os resíduos líquidos industriais, controle da poluição.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) comemora no dia 22 de março o Dia Mundial da Água, entretanto as notícias sobre o tema não são muito boas e precisamos mudar esse quadro senão futuramente iremos descongelar as geleiras em busca de água doce para a beber. Pense no maior rio do mundo, o Amazonas, depois imagine as quedas d’água com os maiores fluxos de água do planeta como Guairá que encobre o lado de Itaipu, ou a queda de Paulo Afonso no rio São Francisco, temos também o Urubupungá no Rio Paraná e os lagos como a Lagoa dos Patos. Agora imagine tudo isso poluído, como será que iremos viver?

Nós, seres humanos, somos compostos de 70% de líquido e a água pura é um dos mais importantes fatores para a conservação da saúde, prevenção das doenças e proteção do organismo contra o envelhecimento.

Cerca de 10 milhões de pessoas morrem anualmente de doenças transmitidas pela água, ou seja, quanto mais lixo é jogado nos rios, açudes, córregos, pior será. Além disso, todos os anos 1,5 milhões de pessoas morrem por falta de água, 90% das quais crianças com menos de 5 anos de idade. Se as pessoas não se conscientizarem sobre a preservação da água em muito em breve, a falta de água será motivo de inúmeros conflitos e guerras entre paises.

O controle da qualidade é uma medida que visa principalmente garantir a saúde da população e deve ser exercida nos meios urbanos e rurais.Sendo assim, a expressão Saneamento Básico é reconhecida no Brasil, no estágio atual, como parte do saneamento do meio que trata de problemas de abastecimento de água, coleta e disposição dos esgotos sanitários, incluindo os resíduos líquidos industriais, controle da poluição.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) comemora no dia 22 de março o Dia Mundial da Água, entretanto as notícias sobre o tema não são muito boas e precisamos mudar esse quadro senão futuramente iremos descongelar as geleiras em busca de água doce para a beber.
(profª Esp.Cristina G. Vieira

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

INTERNETÊS: UM NOVO DESAFIO ÀS ESCOLAS




Profª Esp. Cristina G. Vieira

RESUMO
O internetês é caracterizado pela comunicação virtual com uso de uma nova variedade da língua portuguesa e é visto com receio por alguns gramáticos e escolas que não estão preparadas para esse modismo. O presente artigo analisa a língua usada na Internet e sua relação com a norma padrão e discute a importância das Escolas trabalharem com essa nova linguagem de forma aliada demonstrando também a linguagem formal.

Palavras-chave
Linguagem, Internet, escrita, escola

Abstract
The Internet is characterized by virtual communication with use of a new variety of English and is viewed with concern by some grammarians and schools that are not ready for this fad. This article examines the language used on the Internet and its relation to the standard and discusses the importance of schools working with this new language, and also demonstrating a combined formal language.

Keywords
Language, Internet, writing, school


1. INTRODUÇÃO
A Internet veio como “agente transformador” do comportamento da sociedade atual, com isso atinge também diretamente a linguagem humana. Com esse “aparelho”, é necessário obter cautela para não destruir a forma culta da língua portuguesa. É necessário que os usuários tenham a capacidade de utilizar a Internet para a busca e análise e com isso, construir e reconstruir os novos conhecimentos de forma eficaz e consciente.
Sabemos que dentre as novas Tecnologias, o computador exerce m papel muito importante no mundo globalizado, pois facilita, em vários sentidos a vida social do ser humano. No meio da comunicação os internautas encontram e criam novas formas de linguagem. Dentro dessas formas de linguagem são criados códigos às palavras ou frases.
Nesse sentido, a Internet também criou sua variante da língua. Hoje, milhões de pessoas no Brasil utilizam a Internet. Todos os dias, milhares de novos brasileiros se conectam a essa enorme rede. Cada vez, mais e mais pessoas estão acessando as chamadas salas de bate-papo. Com isso, mais pessoas vão aprendendo o “internetês”, o linguajar do internauta (Miglio,2001, p. 3)

Esse novo modo de codificação apresenta “conflito” à escrita padrão. Podemos encontrar jovens internautas como erros gráficos em avaliações acadêmicas e em textos formais. Assim mesmo, há quem acredita que o internetês não possa ser uma ameaça à escrita culta da língua portuguesa. Miglio (2001, p.32), afirma que o internauta busca fugir das rígidas normas culta da língua.
Com a Internet nas escolas, os aprendizes podem utilizá-lo como forma de realização de pesquisas, comunicação e conhecimentos. Ao uso pedagógico, é necessário que a escola prepare o aluno para o uso consciente da Internet. É necessário que o aprendiz tenha capacidade de reconhecer que a linguagem criada pelo internauta tem sua forma culta da língua portuguesa.

2. INTERNETÊS E LÍNGUA PORTUGUESA ALIADOS OU NÃO?
A característica principal da linguagem Virtual ou Internetês, é a capacidade e agilidade quanto a escrita, pelas palavras ou frases serem escritas de forma abreviada ou codificada.
O internauta não se comunica dentro dos padrões lingüísticos já normatizados, escrevendo as palavras corretamente e obedecendo ao máximo às regras de ortografia. Essa comunicação, no chamado tempo real, tem de ser ágil, dinâmica, não se pode perder tempo digitando as palavras de forma rigorosamente correta, consultando dicionários.(Marcuschi, 2000)


Devemos lembrar que tudo tem sua hora e lugar. Portanto há situações, como textos formais tais como textos acadêmicos ou científicos devem seguir a linguagem culta (língua portuguesa). E há situações de textos informais que o que vale é a interpretação da comunicação.
Não podemos caracterizar a Internet como programa em que todos escrevem como querem, pois há programas que não é aceito a escrita da língua portuguesa de forma incorreta, um exemplo disso é o blog Eu sei Escrever, criado por um grupo de jovens, onde há um filtro que corrige palavras abreviadas. Esse blog é uma idéia à professores de língua portuguesa que desejam discutir com seus alunos sem a exclusão do internetês.
Segundo Marcushi (2000), a Internet está se tornando um futuro próximo de comunicação e pensamento. Está se transformando em termos culturais e políticos, porém podemos visualizar suas implicações no campo da linguagem. O autor ainda no lembra que na Internet, há vários modos de escrita e cada um com sua linguagem própria, porém há a liberdade para a inserção do internetês, o que preocupa os gramáticos.

3. INTERNETÊS, UM NOVO DESAFIO ÀS ESCOLAS
Muitos responsáveis pelo ensino de línguas sentem-se desafiados com o internetês, pois é algo novo que vem transformando a linguagem escrita, muitos estão preocupados com as diferentes modalidades no uso da língua e o domínio da norma culta. Sabe-se que a norma culta é indispensável ao aprimoramento intelectual das pessoas.
Levy (1996) defende que a escola deve trabalhar a norma culta da língua utilizando as modalidades que são consideradas pelo sistema tradicional como erradas. Nesse sentido, a escola deve considerar que a linguagem “cibernética” é parte do modismo dos seres humanos hoje, portanto não deve fugir do real e sim trabalhar o que é considerado pela norma culta como correta através de comparações da norma culta com o internetês.
Miglio (2001), ressalta que é importante considerar que os freqüentadores de chats adquirem o hábito da escrita fora das normas convencionadas, quando solicitado-lhes engajarem-se em situações formais corretamente, respondem às normas da língua.

4. CONCLUSÃO
O Internetês é um novo desafio pedagógico para as Unidades Escolares, portanto é fundamental que as escolas estejam preparadas para isso. É necessário que a escola discuta, orienta e defina com os alunos o que vale a pena aprender.
A informática está a cada dia influenciando a mudança social e cultural das pessoas. Cabe a escola estar preparada e preparar seus educandos a usar criticamente e adequadamente a Internet. O professor pode utilizá-la de forma aliada trabalhando a linguagem formal e informal.